Por clarissa.sardenberg
Publicado 16/12/2015 17:55 | Atualizado 16/12/2015 17:56

Estados Unidos - O Estado Islâmico 'revolucionou' o terrorismo ao procurar inspirar ataques de pequena escala cometidos por indivíduos em todo o mundo através de redes sociais, de comunicações criptografadas e de uma propaganda sofisticada, afirmou o diretor do FBI, James Comey, nesta quarta-feira.


"A Al Qaeda de nossos pais era um modelo muito diferente da ameaça que enfrentamos hoje", disse Comey em uma conferência de contra-terrorismo na cidade de Nova York. Ele afirmou que, atualmente, o FBI tem "centenas" de investigações em curso em todos os 50 Estados do país envolvendo tramas em potencial inspiradas pelo Estado Islâmico.


Grupo Estado Islâmico levou terrorismo a um novo patamar, de acordo com diretor do FBI Reprodução Internet

Seus comentários se deram em um momento no qual os norte-americanos ainda se lembram com temor do atentado de duas semanas atrás, no qual um casal matou 14 pessoas a tiros na cidade de San Bernardino, na Califórnia, motivado por sua simpatia pelo Estado Islâmico.


O grupo radical está baseado na Síria e no Iraque, onde controla grandes porções de território e almeja criar um califado. Seus militantes assumiram a responsabilidade pelos atentados que mataram 130 pessoas em Paris no dia 13 de novembro.


Comey disse que o Estado Islâmico aperfeiçoou o uso das mídias sociais, e o Twitter em particular, para fazer contato com possíveis seguidores nos EUA e em outros locais.


"O Twitter funciona para vender livros, divulgar filmes, e funciona para terceirizar o terrorismo – para vender a morte", declarou Comey. A facção sunita também emprega criptografia "de usuário a usuário" quando se comunica com indivíduos que acredita estarem dispostos a cometer massacres em seu nome, segundo o diretor.

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