EUA modificam lei que proibia homens gays e bissexuais de doar sangue

Eles podem doar desde que não tenham tido relações sexuais com outros gays durante um ano

Por O Dia

Estados Unidos - A Administração de Alimentos e Remédios dos Estados Unidos (FDA, em inglês) pôs fim nesta segunda-feira a uma norma que proibia homens homossexuais e bissexuais de doar sangue e permitiu a partir de agora a doação dos que não tenham mantido relações com outros gays nos últimos 12 meses.

A norma revogada hoje estava em vigor há mais de 30 anos e a FDA afirmou que sua atualização reflete "a mais atual evidência científica" e a abordagem adotada em outros países como a Austrália e o Reino Unido.

"A responsabilidade da FDA é manter um alto nível de segurança dos produtos sanguíneos para as pessoas cujas vidas dependem disso", disse o comissário interino da FDA, Stephen Ostroff, em comunicado.

EUA modificam lei que proibia homens gays e bissexuais de doar sangueDivulgação

"Tivemos muito cuidado para assegurar-nos que esta revisão da política está respaldada por conhecimentos científicos sólidos e continua protegendo nossa provisão de sangue", acrescentou Ostroff.

Foi em 1983 que a FDA proibiu a doação de sangue para qualquer homem que tivesse tido relações sexuais com outro homem, uma decisão tomada por causa da crise da aids, quando os conhecimentos sobre o HIV eram muito limitados e se buscava a maneira de deter sua propagação.

Hoje em dia os teste de HIV sobre os doadores de sangue são realizados regularmente, razão pela qual é praticamente impossível que os bancos dos hospitais recebam sangue com o vírus da aids.

Neste sentido, grupos de direitos dos homossexuais que defenderam durante muito tempo a mudança desta política, como a National Drive Gay Blood, manifestaram que, apesar de apoiar que a FDA tenha acabado com a proibição, a nova política "continua sendo discriminatória".