Por clarissa.sardenberg
França - A polícia de Paris matou a tiros nesta quinta-feira um homem com uma faca e um cinto com explosivos falsos que tentou invadir uma delegacia gritando “Allahu Akbar” (Deus é Grande). O incidente ocorreu apenas alguns minutos depois que o presidente da França, François Hollande, discursou para as forças de segurança em uma outra parte da cidade para marcar o aniversário de um ano do ataque mortal de militantes islâmicos contra o semanário satírico Charlie Hebdo na capital francesa.

“O homem tinha um cinto (com explosivos), mas era falso. A unidade de desarmamento de bombas confirmou que era falso”, disse uma fonte do sindicato policial. Um porta-voz do Ministério do Interior francês confirmou que o cinto com explosivos era falso.

Polícia francesa em operação em Paris depois de homem tentar atacar delegacia Reuters

O homem tentou forçar sua entrada na delegacia do 18º distrito de Paris, no norte da capital, uma área que o Estado Islâmico disse que planejava atacar depois de ataques em novembro que deixaram 130 mortos na capital francesa.

“De acordo com nossos colegas, ele queria se explodir”, disse um representante do sindicato da polícia. “Ele gritou Allahu Akbar e tinha fios saindo de suas roupas. Por isso o policial abriu fogo”.

A jornalista Anna Polonyi, que foi capaz de ver o corpo sobre a calçada a partir da janela de seu apartamento, publicou fotos nas redes sociais que mostravam o corpo com o que parecia ser um robô de desarmamento de bombas ao lado.

Ela disse à Reuters que sua irmã, que estava no apartamento com ela, viu o incidente acontecer. Ela disse que a polícia gritou em direção ao homem, e então ele começou a correr em direção aos policiais antes de ser alvejado.

De acordo com a imprensa francesa, foram ouvidos tiros na região próxima ao local. Segundo um porta-voz do Ministério do Interior francês, o homem gritou "Allahu Akbar" (Deus é Grande, em árabe) e estava usando um cinturão com explosivos, mas eram falsos.

"O homem estava usando um cinto com explosivos, mas os artefatos eram falsos. O esquadrão anti-bombas confirmou isso", falou um porta-voz da polícia.