Por clarissa.sardenberg
Publicado 12/01/2016 11:06 | Atualizado 12/01/2016 11:11

Cidade do Vaticano - O primeiro livro do Papa Francisco foi lançado nesta terça-feira, no Vaticano. Em "O nome de Deus é misericórdia", o papa faz um apelo para que os líderes católicos cuidem com compaixão da "humanidade que tem feridas profundas", em vez de agirem como grandes estudiosos da verdade, rápidos na hora de condenar e excluir aqueles que não obedecem os ensinamentos da Igreja. "Isso não é literatura, não é um estudo. É minha vida, é a história da minha vida", disse Jorge Bergoglio.

Papa Francisco pede mais compaixão da Igreja em novo livroEFE

O título do livro, que tem 150 páginas e formato de perguntas e respostas, foi escrito por Francisco, de próprio punho. Na obra, o papa explica com detalhes o motivo da proclamação do jubileu extraordinário da misericórdia, durante o qual 1,2 bilhão de católicos do mundo todo são convidados a buscar o perdão e perdoar.

No livro, o papa Francisco repete uma frase amplamente citada, "Quem sou eu para julgar?", usada em uma declaração sobre os homossexuais, dizendo que "as pessoas não devem ser definidas apenas por sua identidade sexual".

"A Igreja não existe para condenar as pessoas, mas para promover o encontro com o amor visceral da misericórdia de Deus", disse ele, acrescentando que "a humanidade está ferida, profundamente ferida".

O Papa Francisco critica aqueles que, na igreja, "estão acostumados a ver apenas as coisas que se encaixam em suas noções pré-concebidas e pureza ritual, em vez de deixar-se surpreender pela realidade, por um amor maior ou um padrão mais elevado."

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