Por bferreira
Brasília - Novo balanço epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde mostra avanço nos casos suspeitos de microcefalia no Brasil. Desde o início do monitoramento, o país já registra 3.530 casos suspeitos da malformação de cérebros em recém-nascidos, possivelmente ligados ao zika vírus, transmitido pelo mosquito da dengue. Os casos suspeitos foram registrados em 724 municípios de 21 unidades da federação.
Segundo o ministério, até o momento, estão com circulação autóctone (ou seja, com transmissão no estado) do zika 20 unidades da federação. São eles: Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Roraima, Amazonas, Pará, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.
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A principal hipótese discutida para o aumento de casos de microcefalia está relacionada a infecções por zika vírus, que foi identificado pela primeira vez no país em abril deste ano. O vírus é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, assim como a dengue e o chikungunya.
Em novembro, o Ministério da Saúde declarou emergência em saúde pública para dar agilidade às investigações, que são realizadas de forma integrada com as secretarias estaduais e municipais de saúde. O boletim de ontem confirma os resultados laboratoriais de quatro casos de óbitos, no Rio Grande do Norte, com malformação congênita, que tiveram relação com o vírus zika.