Terroristas matam ao menos 27 em ataque a hotel em Burkina Fasso

Entre as vítimas estão pessoas de 18 nacionalidades diferentes. Al-Qaeda é responsável pelo ataque

Por O Dia

Burkina Fasso - Pelo menos 27 pessoas de 18 nacionalidades diferentes morreram no ataque jihadista ao hotel Splendid, em Ouagadogou, segundo o primeiro balanço oficial divulgado pelo presidente de Burkina Fasso, Christian Kabore. O presidente foi ao hotel depois de o exército dar por encerrada a operação contra o ataque da Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI), que se entrincheirou no local e fez 126 reféns. Ele descreveu o ataque como "covarde e vil".

Hotel em Burkina Faso neste sábado depois de atentado da al-QaedaEFE

O exército de Burkina Fasso finalizou neste sábado a operação no hotel Splendid, na capital Ouagadogou, com a libertação de todos os reféns que permaneciam no interior do estabelecimento depois do grupo terrorista se entrincheirar à noite no edifício, relataram fontes de segurança.

Forças de segurança mataram quatro combatentes da al Qaeda ao retomar um hotel de luxo e cercar prédios que haviam sido atacados pelos islamistas na sexta-feira, disse uma autoridade da polícia do país.

O quarto combatente foi morto no Hotel Yibi, que não fica longe do Hotel Splendid, estabelecimento frequentado por estrangeiros que as autoridades disseram ter sido o alvo do ataque.

Indignação ao redor do mundo

O presidente da França, François Hollande, condenou ontem o ataque ao hotel em Ouagadogou, capital de Burkina Faso. Em comunicado divulgado pelo Eliseu, sede da presidência francesa, Hollande manifestou seu apoio à população e ao presidente de Burkina Faso, Christian Kabore, e lembrou que as forças francesas colaboram com as do país. A União Africana (UA) também condenou ontem o “covarde” ataque.

Em comunicado, a presidente da Comissão da UA, Nkosazana Dlamini Zuma, ressaltou a necessidade de melhorar os esforços africanos e internacionais para fazer frente “à crescente ameaça do terrorismo e do extremismo na África”.

O governo brasileiro também emitiu comunicado condenando veementemente o ataque jihadista em Burkina Faso.

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