Por clarissa.sardenberg

Iraque - Cerca de 3.500 pessoas, principalmente mulheres e crianças, são supostamente mantidas como escravas no Iraque por militantes do Estado Islâmico que impõem um regime rigoroso marcado por cruéis execuções públicas, disse a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira.

O grupo militante, que também controla grandes partes da vizinha Síria, tem cometido abusos de forma disseminada que podem "em alguns casos representar crimes de guerra, crimes contra a humanidade e possivelmente genocídio", segundo o levantamento da ONU.

Menino soldado conta que escapou do Estado Islâmico

Estado Islâmico instalou seu reduto no Iraque e também controla grande região da Síria Reuters

A Missão de Assistência da ONU para o Iraque e o escritório de direitos humanos da ONU estimam que 3.500 pessoas são "atualmente mantidas sob escravidão" por membros do Estado Islâmico.

"Aqueles que estão detidos são predominantemente mulheres e crianças, e vêm principalmente da comunidade Yazidi, mas alguns são também de outras comunidades étnicas e religiosas minoritárias", disse o relatório conjunto divulgado em Genebra.

Confronto entre Exército sírio e Estado Islâmico

O grupo de monitoramento Observatório Sírio para os Direitos Humanos disse que vários membros das forças de segurança do governo sírio foram mortos em três dias de confronto com o Estado Islâmico no leste do país, onde os jihadistas têm atacado áreas controladas pelo governo. O Observatório, com sede na Grã-Bretanha, disse que 120 homens das forças sírias e 70 combatentes do Estado Islâmico foram mortos em confrontos desde sábado.

A agência de notícias oficial da Síria, a Sana, informou nesta segunda-feira que as forças do governo tinham recapturado áreas residenciais ocupadas pelo Estado Islâmico em Begayliya, perto da cidade de Deir al Zor, e matado vários militantes.

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