Por felipe.martins

Davos, Suíça  - Líderes dos países mais ricos do planeta estão viajando para Davos, onde amanhã começa mais um Fórum Econômico Mundial. E um assunto se impõe sobre a pauta dos chefes de Estado: estudo da Oxfam alerta para um agravamento da desigualdade. “Essa crise está chegando a novos extremos. O 1% mais rico da população mundial detém mais riquezas do que todo o resto do mundo junto”, diz o documento. Essa mesma concentração permite, por exemplo, que 14 milhões de pessoas no sul da África passem fome, como divulgado ontem pela ONU.

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Não é só o rico que está mais rico. O pobre também ficou mais pobre. A riqueza detida pela metade mais miserável da humanidade encolheu R$ 4 trilhões desde 2010. “Longe de escorrer aos poucos para baixo e beneficiar os mais necessitados, a renda e a riqueza estão sendo sugadas para cima a um ritmo alarmante. Uma vez lá em cima, um sistema complexo de paraísos fiscais e uma indústria de gestores da riqueza garantem que ela permaneça por lá”, continua o documento.

Por que isso acontece? “A parcela da renda nacional destinada aos trabalhadores vem diminuindo, e donos de capital têm visto ele crescer por meio de juros, dividendos e lucros retidos a uma taxa muito acelerada.” Evasão fiscal e anistia de impostos ainda pesam na conta. A Oxfam sugere salário digno aos trabalhadores e promover uma reforma tributária justa.


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