Por lucas.cardoso

O papa Francisco afirmou em audiência nesta sexta-feira (22) que não pode "haver confusão" na Igreja entre o que é uma família e outros tipos de união. A declaração foi dada em audiência com o juízes do Tribunal da Rota Romana, a instituição da Igreja Católica que funciona como uma instância superior para proteger os direitos na entidade.

Lembrando do Sínodo da Família, ocorrido em outubro do ano passado, o Pontífice ressaltou que "foi possível compreender um discernimento aprofundado, graças ao qual a Igreja indicou ao mundo que não pode haver confusão entre a família desejada por Deus e qualquer outro tipo de união".

"A família, fundada no matrimônio indissolúvel, unido e para a procriação, pertence ao sonho de Deus e de sua Igreja para a salvação da humanidade. A família e a Igreja, sob planos diversos, precisam acompanhar o ser humano até o fim de sua existência. Se a família pode ser definida como a 'igreja doméstica', à Igreja se aplica o título de família de Deus", ressaltou.

Porém, Jorge Mario Bergoglio disse que a entidade "não abandona quem vive no erro". "Quantas pessoas, por livre escolha ou por infelizes circunstâncias da vida, vivem em um estado de erro. Mas, elas continuam a ser objeto do amor misericordioso de Cristo e também da Igreja".

Essa última afirmação tem a ver com o fato das uniões entre pessoas do mesmo sexo ou daqueles que tiveram mais de um matrimônio. Por diversas vezes, o Papa pediu que essas pessoas não sejam afastadas da Igreja, mas que elas possam ver as portas da instituição sempre abertas.

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