Médico dos EUA prevê teste de vacina do Zika até final de 2016

No Brasil, o primeiro país onde houve casos e o mais afetado pela epidemia, já foram contabilizados 1,5 milhão de casos

Por O Dia

Aproximadamente 80% das pessoas infectadas pelo vírus n]ao apresentam nenhum sintomaBanco de imagens

Chicago - Nos Estados Unidos já existem dois candidatos em potencial para uma vacina contra o Zika vírus. Segundo autoridades norte-americanas,que foram ouvidas nesta quinta-feira, testes em humanos serão realizados até o final de 2016, mas ainda levará muito tempo para que o madicamento esteja disponível.

O doutor Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, declarou que uma das vacinas se baseia em trabalhos realizados com o vírus do oeste do Nilo. Fauci disse que a vacina jamais foi desenvolvida porque não foi possível uma parceria com uma farmacêutica, mas não vê a questão como um obstáculo no caso do Zika.

"Já estamos conversando com algumas empresas que são capazes de formar uma parceria conosco em um desenvolvimento avançado", afirmou ele em uma coletiva de imprensa. O vírus Zika, que é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, foi ligado incidência de microcefalia em milhares de bebês no Brasil.

Ainda não existe vacina ou tratamento para o Zika, que é transmitido pelo mesmo mosquito da dengue e da febre chikungunya. O vírus causa febre moderada, erupção cutânea e vermelhidão nos olhos. Aproximadamente 80% das pessoas infectadas não apresentam os sintomas, o que torna dificulta o diagnóstico para as gestantes.

A doutora Anne Schuchat, do Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, disse que já foram identificados 31 casos do Zika vírus, todos os infectados viajaram para as áreas afetadas pelo vírus. Até agora, não houve casos de transmissão por mosquitos nos EUA, afirmou.

Em Genebra, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou nesta quinta-feira que o Zika está se disseminando "explosivamente" e que pode atingir até quatro milhões de pessoas nas Américas.

Com informações da Reuters

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