Zika pode afetar até 4 milhões nas Américas, sendo 1,5 mi no Brasil

OMS convocará um Comitê de Emergência na próxima segunda-feira para determinar o alcance do surto

Por O Dia

Suíça - A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que o zika vírus possa afetar entre 3 e 4 milhões de pessoas nas Américas em um ano, incluindo 1,5 milhão no Brasil, afirmaram nesta quinta-feira especialistas em doenças infecciosas da Opas/OMS (Organização Pan-Americana da Saúde). A organização dedicou nesta quinta-feira uma sessão especial de seu Conselho Executivo, que acontece nesta semana em Genebra, ao surto do vírus.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) convocará um Comitê de Emergência na próxima segunda-feira para determinar qual o alcance do surto do zika vírus, que afeta 24 países e regiões na América Latina, dos quais o Brasil é o mais afetado, anunciou nesta quinta-feira a diretora geral da entidade, Margaret Chan.

Brasil é o país mais afetado pelo Zika vírus EFE

Segundo Marco Espinal, diretor da Opas/OMS, um estudo a ser publicado sugere uma correlação entre o Zika e a microcefalia em recém-nascidos no Brasil. "Não sabemos ainda se o vírus cruza a placenta e gera ou causa microcefalia. Achamos que tem algum papel. Não há dúvida sobre isso", disse durante encontro do comitê executivo da OMS em Genebra.

"Levando em conta que no ano passado houve na América 2 milhões de casos de dengue e que o mosquito que a transmite é o mesmo, e usando modelos informáticos e levando em conta toda a incerteza com a qual trabalhamos, estimamos que possa haver entre 3 e 4 milhões de infectados em 12 meses", alertou Aldighieri à imprensa em Genebra.

No Brasil, o primeiro país onde houve casos e o mais afetado pela epidemia, já foram contabilizados um milhão e meio de casos de zika e 4.180 bebês nascidos com microcefalia, mal que é relacionado com a doença, embora ainda não tenha sido comprovada uma ligação direta.

Áustria detecta primeiro caso de Zika em turista que voltou do Brasil

A Áustria detectou o primeiro caso de contágio do zika vírus em uma turista que retornou de férias no Brasil, informou nesta quinta-feira a rádio pública "ORF". Os médicos do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de Viena apontaram que a paciente não está grávida, portanto não existe nenhum perigo e que é previsível que sejam detectados mais casos entre pessoas que tenham viajado à América Latina.

Nesta terça-feira, um dinamarquês foi diagnosticado com o Zika vírus, ele retornou recentemente de viagem ao México e ao Brasil. Após apresentar os sintomas do vírus, o paciente realizou o teste, que confirmou as suspeitas. Segundo autoridades de saúde do país o paciente se recupera bem. A tendência é que ele tenha alta o quanto antes.

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