Por felipe.martins, felipe.martins
Estados Unidos - O primeiro caso conhecido de transmissão do vírus Zika nos Estados Unidos foi relatado nesta terça-feira, no Texas, por autoridades de saúde locais, que disseram que ele foi contraído por contato sexual, e não pela picada de um mosquito. Anteriormente, especialistas haviam notado um caso de possível transmissão sexual e até identificaram o vírus no sêmen. No entanto, a Organização Pan-Americana de Saúde afirmou que mais evidências eram necessárias para confirmar o contato sexual como um meio de transmissão do Zika. Agora não mais, o que torna o combate à doença ainda mais complexo.
Uma autoridade de saúde do condado de Dallas afirmou via Twitter que o caso foi transmitido por contato sexual com alguém que havia viajado para a Venezuela. As autoridades do condado também afirmaram que não havia relatos do vírus sendo localmente transmitido por mosquitos no condado situado no Texas.
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Um porta-voz do Centro de Controle de Doenças confirmou os resultados de um teste para infecção pelo Zika, mas disse que as autoridades locais investigam o modo de transmissão.
Anteriormente, especialistas internacionais de saúde haviam notado um caso de possível transmissão sexual. No entanto, a Organização Pan-Americana de Saúde afirmou que mais evidências eram necessárias para confirmar o contato sexual como um meio de transmissão do Zika.
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A OMS diz que o vírus, ligado a deficiências graves em recém-nascidos no Brasil, está se espalhando rapidamente nas Américas e poderia infectar 4 milhões de pessoas. A organização afirmou ter lançado uma unidade de resposta global para lutar contra o vírus transmitido por mosquito. A Ásia e a África também são vistas como vulneráveis.
No Rio, as preocupações se voltam para os Jogos. O Comitê Olímpico Internacional (COI) conta com o clima ameno do inverno carioca para uma desaceleração do surto. De acordo com o diretor de Serviços Médicos do Comitê Rio 2016, João Grangeiro, a incidência do Aedes aegypti diminui no período seco e baixa drasticamente até junho. Com isso, a transmissão do vírus pelo mosquito não será mais uma preocupação durante as competições. “Os vetores que transmitem a doença caem muito (no inverno) e a transmissão estará minimizada”, destacou.
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Um dia após a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretar emergência internacional de saúde pública para casos de microcefalia associada ao zika vírus, representantes da organização do evento informaram que o COI está orientando os comitês olímpicos nacionais sobre métodos de prevenção ao Aedes, incluindo o uso de roupas longas e repelentes. “Os apartamentos da Vila Olímpica terão ar-condicionado. É importante manter as janelas fechadas”, disse Grangeiro.
Também ontem a presidente Dilma Rousseff assegurou que dará prioridade ao combate ao Aedes aegypti. “Não faltarão recursos”, garantiu.
A OMS anunciou um plano internacional para identificar casos de microcefalia. Para isso, quer padronização do tamanho da circunferência da cabeça de bebês. Serão aplicados inicialmente R$ 120 milhões. Dos 3.670 casos suspeitos de microcefalia (76,7% das 4.783 notificações), 404 já tiveram confirmação. Destes, 17 têm relação com o vírus zika. No Rio, segundo o Ministério da Saúde, são 196 casos suspeitos, sendo 10 descartados e dois, confirmados.