Por lucas.cardoso
Roma - A Itália já registrou em 2016 cinco casos de contaminação pelo vírus zika, quase todos eles em pessoas residentes no Vêneto e com passagens recentes por países da América do Sul e do Caribe. Com isso, o número de indivíduos afetados na nação europeia desde o ano passado chegou a nove.
Os novos dados foram divulgados nesta sexta-feira, pelo assessor de Saúde da região do Vêneto, Luca Coletto. "Mas não há motivo para alarme, o zika é monitorado desde 2010, junto com a dengue e a chikungunya, tanto nos humanos quanto nos mosquitos", declarou.
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Dos cinco casos, um é de uma venezuelana recém-retornada do seu país de origem. Ela chegou a ser internada em um hospital de Treviso, mas já teve alta. Outros três são de pacientes que estiveram na República Dominicana e em Martinica, no Caribe, e estão sendo tratados em centros de saúde de Pádua e Vicenza. O quinto é de uma pessoa italiana que vive em Roma e passou pelo Brasil na segunda metade de janeiro.
Já as quatro contaminações restantes ocorreram em 2015, todas em viagens ao Brasil no primeiro semestre. Na semana passada, o governo da Itália já havia desaconselhado grávidas ou mulheres pensando em ter um filho a visitarem os países mais afetados pelo zika, assim como indivíduos com doenças no sistema imunológico ou graves patologias crônicas.
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Segundo a ministra da Saúde Beatrice Lorenzin, também foi elevado o nível de controle em transfusões de sangue, após o Brasil ter relatado que pacientes contraíram o vírus por meio de doações sanguíneas.