Por mozer.lopes

Mais paulistanos dizem que deixariam o carro em casa se houvesse boas opções de transporte público, mas o número dos que efetivamente se deslocam diariamente com automóveis particulares também cresceu de 2012 para este ano. Isso é o que constatou pesquisa realizada pela Rede Nossa São Paulo, em parceria com o Ibope, que contou com 805 entrevistas nas cinco regiões da cidade (Norte, Sul, Centro, Leste e Oeste), entre os dias 20 e 27 de agosto. 

Segundo a pesquisa, o percentual de pessoas que dizem que deixariam de usar carro, caso houvesse opções boas de transporte público na cidade de São Paulo, cresceu de 65%, no ano passado, para 79%, em 2013. O levantamento mostrou também que o percentual de quem usa, diariamente, automóveis na capital paulistana cresceu de 23% para 27% em igual período. Além disso, o paulistano gasta, em média, duas horas e 15 minutos por dia no trânsito e 69%
avaliam o tráfego da cidade como “ruim” ou “péssimo”.

Os que não estariam dispostos a deixar de usar carro diariamente aumentaram de 50%, em 2012, para 52%, neste ano. Em relação às faixas exclusivas para ônibus, recém-criadas no município, foram aprovadas por 93% dos entrevistados. Porém, só 5% deles apontam a iniciativa
como principal item para atrair usuários ao transporte.

Para 25% dos entrevistados, a diminuição na espera por ônibus lidera como diferencial para atrair o público. Em 2012, a questão que mais influenciava para a adesão de entrevistados ao meio de transporte era a melhoria nas condições físicas de conforto, com 31%. Agora, o item foi lembrado por apenas 23%.

Mesmo que a poluição seja apontada por 91% dos entrevistados como um problema “grave” ou “muito grave”, 28% disseram não estar dispostos a trocar o veículo por modelo menos potente para reduzir a emissão de poluentes (na pesquisa do ano passado o percentual era de 20%). Já a troca por veículo a álcool não é aceita por 24% — em 2012, eram 18%.

Quando se trata de estímulo tarifário para melhorar o trânsito na cidade, a aprovação do público teve alta. Dentre as medidas que receberam apoio estão o pedágio urbano (de 17%, em 2012, para 27%, em 2013) e o rodízio de dois dias (de 37% para 49%). Já a estratégia do aumento do preço da gasolina para subsidiar a redução da tarifa do transporte público recebeu rejeição de 53%, contra 45% a favor.

Quanto ao custo do transporte, 56% defenderam “tarifa intermediária”(metade paga pelo usuário e o restante, pelo governo); 34% são a favor da “tarifa zero” (totalmente custeada pelo governo) e 7% optaram pela “tarifa cheia” (totalmente paga pelo usuário). E 21% acham a tarifa zero inviável. Sobre as recentes manifestações, 58% declararam ser favoráveis, desde que não compliquem o trânsito, enquanto 34% são a favor mesmo, com interrupções e congestionamentos na cidade.


Matéria publicada no Brasil Econômico

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