Por marlos.mendes

Rio - Desde que foi inaugurado, no fim de julho, o terminal do BRT Transcarioca Paulo da Portela, em Madureira, vem ganhando a simpatia de comerciantes e prestadores de serviços locais. Com a área mais iluminada e movimentada por causa das intervenções feitas para a implantação do empreendimento, os negócios também estão melhorando na região. Na Rua Padre Manso, vizinha ao embarque da estação, a diretora do Colégio Pensi, Debora Goulart, faz planos de expansão para os turnos da noite e tarde.

"Em agosto, já tivemos uma procura maior por cursos de pré-vestibular. As pessoas perceberam que há mais segurança no lado de fora do colégio e querem estudar aqui, inclusive à noite, período que antes não havia muita procura", aposta a responsável pela unidade Madureira do colégio e curso, que ainda estuda ampliar o horário das aulas do ensino fundamental, que termina às 17h30, para 18h ou 18h30.

Diretora de escola anima-se com procura e deve abrir turmas a mais para atender nova demandaAndré Mourão / Agência O Dia

Na porta do terminal, o pipoqueiro Luiz da Silva, de 59 anos, também atribui as vendas maiores à atmosfera mais segura. "Com policiamento presente, as pessoas circulam com mais tranquilidade, sem passar correndo como antes. Aí, param mais para comprar", contou.

O jornaleiro Lucio Costa, de 46, comentou que a demanda, depois das 18h, tem o feito fechar a banca às 20h. "Antes, não compensava ficar aberto a partir das 18h30. Mas, com o movimento aqui da estação é um horário que vendo bem, até jornal sai", comemorou.

Jornaleiro tem procura até no fim do diaAndré Mourão / Agência O Dia

Na loja de bijouteria e presentes, do outro lado da estação de trem de Madureira, o BRT também parece ter atraído mais clientes ao bairro, entretanto, as vendas ainda estão na promessa. "Noto que vem mais gente conferir nossos produtos, mas as compras só devem subir no fim do ano, com o Natal. Se surtir efeito, vamos fechar mais tarde do que o habitual", torce a comerciante Silvana Xo, de 30 anos, enquanto atendia a cliente Danielle Silva Lima, de 38, uma das freguesas novas e passageiras do sistema de transporte.


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