Por bferreira
Rio - Na manhã de ontem procurei atendimento em um órgão público e me deparei com a informação de que o mesmo se encontrava fechado “em função do feriado”. Mas que feriado? O feriado foi ontem! Mais uma vez, a maioria da população, que não tem direito — muito menos dinheiro — para aproveitar o famoso feriadão, se vê à volta com grande parte dos órgãos públicos em regime de ponto facultativo (outra vergonha) ou simplesmente fechada.
Primeiro é preciso diferenciar o feriado do feriadão! Feriado é aquele dia em que as pessoas deixam de trabalhar (produzir riquezas para o país), embasado em um dispositivo legal, que acaba por permitir que o sofrido povo trabalhador, na sua maioria, possa descansar um pouco mais. Se o feriado cai em uma terça ou quinta-feira, enquanto a maioria das pessoas volta ao trabalho, outros funcionários privilegiados terão a oportunidade, num passe de mágica, de ter um feriadão.
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Sigamos o seguinte raciocínio, utópico por sinal. Se a população, que encarna a figura do patrão do funcionalismo público, onde cabe a este a razão de sua existência — qual seja a de servir ao público —, não consegue, em sua grande maioria, usufruir o famoso ‘feriadão’, por que não exigir que os funcionários públicos assim também o façam? Lugar de funcionário público e, por que não dizer, de todos os trabalhadores, em dia que não seja feriado, é trabalhando. Pelo menos deveria...
Dessa forma, precisamos, com urgência, retornar a um período de nossa história, onde os feriados que ocorriam no meio da semana eram antecipados para segunda-feira ou adiados para a sexta-feira, a fim de que pudéssemos, definitivamente, acabar com a cultura do feriadão — tão maléfico à economia de nossa nação —, propiciando um tratamento igualitário a todos. Como reza, aliás, a nossa Carta Magna, que garante serem todos iguais perante a lei. Será?
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