Por bferreira

Rio - Máxima das ruas, repetida desde os tempos em que o Dondon jogava no Andaraí: quem faz por obrigação faz apenas o que teria que ter feito. Então, fique claro que a intenção aqui não é nos vangloriar, apenas fazer o registro: dos profissionais da Força-Tarefa Rio, que acaba de deflagrar a primeira operação de combate à sonegação e adulteração de combustíveis no estado, 45 são auditores fiscais. A ação, bem-sucedida, foi feita nos municípios de Barra Mansa, Volta Redonda, Resende e Porto Real.

Não é novidade para a população, pois a imprensa já mexeu com o assunto algumas vezes, que essa área dos combustíveis — do refino à bomba — é literalmente explosiva quanto aos maus costumes na hora de revelar os números do que produziu, transportou, distribuiu, vendeu, etc. A ação agora desencadeada pela Secretaria Estadual de Fazenda, lado a lado com a Agência Nacional de Petróleo, a Agência Nacional de Transportes Terrestres, o Ministério Público Estadual, o Procon, o Instituto de Pesos e Medidas, a Polícia Rodoviária Federal e a Delegacia de Serviços Delegados, passou um pente-fino na sujeira do óleo de instalações e documentações de postos revendedores, distribuidoras, produtores, transportadores e demais agentes econômicos do ramo.

Sabemos que o trabalho, em algumas profissões, como a nossa, só aparece quando há motivo para desconfiança. Mas, como outra velha máxima das ruas garante que “quem reclama já perdeu”, esqueçamos as queixas e vamos a outros números: recolhemos amostras de combustíveis de estabelecimentos, inspecionamos bombas, comparamos os registros dos emissores de cupom fiscal e verificamos a regularidade de documentações para o funcionamento de estabelecimentos. Nada mais do que a obrigação, claro.

A Força-Tarefa Rio tem apenas três meses de vida, mas já demonstra firmeza em seus primeiros passos, com os quais os auditores fiscais da Receita Estadual do Rio de Janeiro têm a honra de colaborar.

Presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual

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