Por bferreira

Rio - O Ministério da Saúde inicia ano que vem vacinação em massa contra o vírus causador do câncer do colo de útero. Notícia que deve ser comemorada não só pelas mulheres e pelo setor de saúde pública. Prevenir doenças nas mulheres hoje, no Brasil, onde 37,3% das famílias são chefiadas por mulheres e onde o mercado de trabalho é ocupado em 43,9% pela força feminina, é essencial para o desenvolvimento do país. É um investimento em saúde preventiva que garante fonte de trabalho indispensável e a manutenção de muitos lares.

O governo entendeu o forte apelo de assembleias parlamentares de todo o país. A Alerj foi pioneira ao abraçar projeto de lei, meu e de Rafael Picciani, hoje deputado licenciado e secretário estadual de Habitação, quando propusemos a vacinação no estado. Sancionada pelo governador Sérgio Cabral, a lei inspirou parlamentos de outros estados, que também aprovaram seus próprios programas. Essa pressão levou o governo a estabelecer a vacinação, de graça, pelo SUS, em todo o Brasil.

O HPV está por trás da quase totalidade dos casos de câncer de colo do útero e de verrugas genitais. A cada ano, 270 mil mulheres no mundo morrem por conta da doença. No Brasil, 5.160 mulheres morreram em 2011 em decorrência do mal; dessas, 595 viviam no Estado do Rio. Para 2013, são estimados 17.540 novos casos.

O tratamento, longo e doloroso, será substituído pela prevenção, muito menos custosa financeira e emocionalmente. Meninas de 10 e 11 anos serão protegidas contra quatro variáveis do HPV. No estado, serão imunizadas 253.500 pré-adolescentes. No Brasil, a vacinação atingirá 3,3 milhões de meninas.

Cabe agora a todos nós fazer ampla campanha de divulgação e conscientização da importância da vacinação e de todas as formas de prevenção contra as doenças sexualmente transmissíveis.

Deputado estadual pelo PMDB

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