Por bferreira
Publicado 12/08/2013 23:35

Rio - Há cerca de 20 dias, Beatriz Segall se acidentou ao tropeçar em pedras soltas de uma calçada na Zona Sul da cidade do Rio. Não fosse pela fama da atriz, que ficou com graves hematomas pelo rosto, talvez o caso não ganhasse tanta repercussão. Porém, ele é emblemático para discutir a conservação das cidades fluminenses e deve servir de reflexão para as autoridades.

Como presidenta da Comissão de Assuntos da Criança, do Adolescente e do Idoso, posto que reassumi, realizei audiência pública na Alerj justamente para discutir os riscos da má conservação das calçadas para os idosos. Nosso objetivo era dar condições dignas de locomoção para eles. Afinal, o idoso, como qualquer cidadão, tem o direito de ir e vir, mas sem se acidentar.

Durante a audiência, ouvimos muitos casos semelhantes ao de Beatriz Segall. A partir daí, então, apresentei em plenária o Projeto de Lei 1.266/2012. A meta era adequar a Lei Estadual 5.192/2008, referente à elaboração do Plano Diretor Metropolitano do Estado do Rio, acrescentando a acessibilidade aos objetivos relevantes que o plano deveria abordar.

Vejo agora que o caminho estava correto. As experiências revelaram que atividades simples como ir ao teatro, ao banco ou ao supermercado ou pegar um ônibus podem se transformar em verdadeiros desafios, e com consequências graves. Por isso, para que o plano diretor seja eficaz é fundamental conceder acessibilidade a quem tem mobilidade reduzida.

A ideia sempre foi, e ainda é, melhorar a qualidade de vida não apenas dos idosos, mas também da pessoa com deficiência. Não é aceitável que a capital do Estado do Rio — palco da final da Copa do Mundo de 2014 e sede dos Jogos Olímpicos de 2016 — seja refém de um problema de tão fácil solução. Os idosos, sejam eles famosos ou não, agradecem.

Deputada estadual pelo PSD

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