Por bferreira

Rio - O marqueteiro João Santana deveria aconselhar a presidenta Dilma a colocar a Educação como meta de programa de governo na campanha das eleições de 2014.

O ensino com tecnologias avançadas é a base para inserir o país nos blocos econômicos formados por economias competitivas. Governos de vários países estão fazendo reformas e ouvindo o clamor dos jovens pedindo educação pública de qualidade e salas de aulas interligadas a internet de alta velocidade em banda larga.

Em 1996, Bill Clinton iniciou revolução educacional nos EUA, contratou 110 mil professores e criou a Lei de Telefonia Móvel para escolas públicas americanas. Barack Obama faz estrondosas reformas educacionais. No Estado da Carolina do Norte, por exemplo, implantou o programa de alcance social onde cada criança recebe um pequeno computador dentro de um amplo pacote de benefícios. Em Los Angeles, universalizou o acesso às tecnologias de ponta no ensino público. Acabou de aprovar a lei que disciplina os incentivos de linhas de crédito e refinanciamentos das dívidas dos alunos nas universidades americanas.

Em Portugal, o ministro da Educação, o matemático Nuno Crato, publicou o livro ‘Eduquês’, onde discorre sobre temas inovadores e polêmicos. Diz: “O ensino é algo demasiadamente sério para ser confiado aos ideólogos da pedagogia.” Filosofando, recorre à metáfora de que é melhor “ensinar uma criança a pescar que dar o peixe”. Nuno defende a autoridade do professor; o rigor nos exames; a volta da tabuada; o foco na Matemática; ensinar a criança e não a matéria e a eliminação do modelo de fragmentação do conhecimento. “Se o marqueteiro de Bill Clinton cunhou ‘É a economia, estúpido’, o que dizer da educação?”. João, fale com Dilma...

Economista e analista político

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