Editorial: Tempos melhores no ensino

As recentes greves no ensino público são provas inequívocas dos atritos entre os profissionais e o governo, resultado de sistema que tenta há anos sobreviver a falhas colossais

Por adriano.araujo

Rio - As recentes greves no ensino público são provas inequívocas dos atritos entre os profissionais e o governo, resultado de sistema que tenta há anos sobreviver a falhas colossais. Situação que tende a melhorar consideravelmente com os royalties para a Educação. Nesta quinta-feira O DIA mostra algumas das ideias que podem ser implantadas com o generoso aporte das verbas do petróleo.

Tanto os mestres do município quanto os do estado travam dura e extenuante negociação. É importante observar que as reivindicações vão muito além de salário. Dentro da ‘pauta pedagógica’ encontram-se problemas cuja origem é a falta de investimento.

Receber mais no fim do mês não necessariamente resolve todos os problemas. Se há gente de menos, trabalha-se mais; logo, extenuam-se os profissionais, comprometendo a qualidade do trabalho — que cobra o preço com licenças e buracos na grade.

Todos devem cobrar a séria e imediata aplicação dos recursos para que haja profissionais o suficiente e bem pagos para cobrir o ensino integral na maior quantidade de escolas. Mas olhar também para a estrutura das unidades é outra necessidade imperiosa.

Como já discutido neste espaço, não é razoável esgotar recursos do petróleo em algo que não traga compensação — e investir no ensino de qualidade para todos é garantia de distribuição inteligente dessas riquezas. Promove o desenvolvimento do país e, ao mesmo tempo, a tão desejada justiça social. É dada a largada para o grande avanço. Basta de o país andar para o lado e às vezes para trás.

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