Hugo Leal: Sinal de alerta para a segurança no trânsito

O caminho para um trânsito mais seguro não comporta atalhos nem chicanas

Por bferreira

Rio - O caminho para um trânsito mais seguro não comporta atalhos nem chicanas. Muito pelo contrário. Ele exige o respeito às leis e a reeducação contínua de motoristas e pedestres. O foco central é a mudança de valores, comportamentos e atitudes. Afinal, o potencial de risco provocado por infrações ao volante pode representar a diferença entre a vida e a morte.

Essa premissa básica ganha importância ainda maior na Semana Nacional de Trânsito, que começa hoje e vai até o dia 25. Ela alerta sobre os efeitos do álcool e de outras drogas na condução de veículos. O tema é dos mais relevantes. De acordo com o Ministério da Saúde, uma em cada cinco vítimas de acidentes de trânsito atendidas na rede pública de saúde ingeriu bebida alcoólica. O uso do álcool também está associado a 21% dos acidentes de trânsito no país.

Neste cenário, a Lei Seca representa avanço considerável. Não apenas pela redução das estatísticas de colisões e atropelamentos, mas sobretudo pela mudança de hábitos. Desde 2009, a fiscalização efetiva do poder público, associada à punição mais dura dos infratores, ajudou a cristalizar uma nova postura ao volante. A tolerância zero para a mistura de bebida e direção hoje tem o respaldo da sociedade, que aplaude o rigor da lei.

No entanto, ainda há muito por fazer. A cada dois dias, a violência no trânsito mata 234 pessoas. São mais de 40 mil mortes por ano. É um número inaceitável para um país signatário da Década de Ação pela Segurança no Trânsito, pacto da ONU que prevê a redução dos acidentes em 50% até 2020. Esse trabalho exige vigilância permanente e um avanço na consolidação das leis de trânsito.

Como presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro, tenho levado essa preocupação a todas as instâncias de governo, no sentido de aperfeiçoar nossa legislação. Jamais vou aceitar que mortes ao volante sejam consideradas fatalidades. São atentados contra a vida, que demandam nossa capacidade de reagir. Para mudar este quadro, a prevenção e a tomada de consciência ainda são as melhores respostas.

Deputado federal pelo PSC e autor da Lei Seca

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