Por bferreira
Publicado 07/10/2013 23:51

Rio - A detecção do futuro é o objetivo mais nobre dos pesquisadores de mercados e especialistas do marketing político. Quem puder, analisando os dados e fenômenos do passado para antecipar as tendências de cenários, baseado nas teorias do Caos e dos Jogos aplicadas em previsões eleitorais, ocupará lugar de destaque nas decisões dos formuladores de campanhas das eleições presidenciais de 2014. A ideia central da Teoria do Caos — do matemático Edward Lorenz — é que um pequeno bater de asas de uma borboleta pode causar ruídos e efeitos incalculáveis nos resultados previstos para o futuro — caóticos, portanto.

Marina Silva, aproveitando-se do seu oportunismo político voluntarioso depois que o TSE rejeitou a legalização da Rede Sustentabilidade, bateu asas e voou para o ninho do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que navegava nas pesquisas na faixa de 5% de intenções de voto. O efeito cruzado da aliança de Marina com Eduardo nas próximas pesquisas é de resultado nulo no teto do somatório das intenções de voto dos dois postulantes.

A ex-candidata Marina terá estágio temporário no PSB de Eduardo. O programa da Rede não se encaixa nos acordos do PSB com os empresários do agronegócio.

Cabe ao PSDB rediscutir a viabilidade da candidatura de Aécio Neves neste novo cenário como cabeça de chapa. Reeditar a aliança histórica ‘Café com Leite’ — São Paulo e Minas — unindo o partido com José Serra e Aécio representando os dois maiores colégios eleitorais do país.

A decisão da Marina resgata o personagem de Nelson Rodrigues, o Sobrenatural de Almeida, que fazia gols inacreditáveis mudando as previsões dos analistas esportivos. Assim, réquiem para os analistas políticos.

Economista e analista político

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