Aristóteles Drummond: Projetos oportunos

O Brasil é o destino mais confiável da América Latina, pelas mudanças que devem ocorrer no Chile e pelo desastre argentino

Por O Dia

Rio - O Rio sofreu um grande esvaziamento, independentemente de ter perdido a condição de capital da República. Foram sucessivos equívocos eleitorais que fizeram a capital cultural do Brasil ser governada por uma seleção de nulidades, políticos menores no trato dos interesses do desenvolvimento. Perdemos a Bolsa de Valores, desde sempre a principal do país, a diretoria de câmbio do Banco Central e nossos aeroportos estão abandonados graças à cobrança de ICMS sobre combustíveis, muito superior ao paulista, quando se reverteu, era tarde. E a política de segurança leniente, que afastou investimentos e por aí vai.

Agora que se vem usando da inteligência na criação de pólos sofisticados, como os centros de pesquisas no Fundão, era o momento de se voltar ao projeto do Rio-dólar, criação de Theophilo de Azeredo Santos, e defendida por Roberto Campos, que criaria um mercado internacional de divisas e capitais, livre e aberto. Temos moeda estável, economia de porte, mão de obra sofisticada, podendo projetar nos mercados externos nossos papéis públicos e privados, nossa indústria de fundos. Bons empregos, maior liquidez para nossos títulos e ações. Avanço que sinaliza uma mentalidade moderna. E um empurrão nas zonas de livre comércio para exportação e importação, a fim de exportar mais da metade do que for produzido. Uma delas no Rio, é claro.

O momento é este. O Brasil é o destino mais confiável da América Latina, pelas mudanças que devem ocorrer no Chile e pelo desastre argentino. Criar mecanismos de sermos o centro financeiro e corporativo do continente.

PS. Leitor de Petrópolis nos escreve, lembrando que o nome aqui sugerido para o Arco Metropolitano, o de João Pedro Gouvêa Vieira, é nascido na cidade serrana, grande beneficiária da obra. Fica o registro para avaliação do governo do estado.

Jornalista

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