Por bferreira
Rio - Depois de a avaliação do Enem de 2012 expor as graves desigualdades sociais com a baixa qualidade da aprendizagem na rede pública em relação às escolas da elite do ensino pago no Brasil, outra pesquisa, agora internacional, põe a educação brasileira na rabeira da lista de desempenho entre 65 países. Pior ainda. Coloca estudantes de públicas e privadas no mesmo balaio, já que ambos fizeram as provas. Ocupamos as últimas colocações, entre 54ª e 60ª lugares, em matérias básicas: Matemática, Leitura e Ciências.
O mau resultado mostra o tamanho do desafio dos governantes na melhora do ensino em todos os níveis. Mas deixa pontos positivos. Ao expor, com transparência, os erros na mais importante pesquisa internacional de educação, a Pisa, o que se espera é que o país desenvolva políticas públicas que levem a acertos.
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A melhora do desempenho geral dos alunos brasileiros nos dez anos de participação no programa de avaliação — crescemos nossa média de pontos de 334 para 391 em Matemática, considerada a maior evolução entre os países — mostra que estamos no caminho certo. Mas ainda há muito a se percorrer.
Num momento em que o país amarga crescimento negativo da economia, está aí uma boa pista para sairmos dessa pasmaceira. Investir com seriedade na universalização da educação de qualidade para todos. Não é à toa que países asiáticos, os primeiros na Pisa, apareçam também como líderes no ranking do crescimento mundial. O Brasil não pode mais patinar em área tão crucial de desenvolvimento. É preciso acelerar e fazer bem essa lição de casa.
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