Por bferreira
Rio - Depois desses anos de povo nas ruas, que teve como ponto de partida a derrubada do presidente Mubarak, do Egito, seguido da queda de Kadafi, na Líbia, da guerra civil, na Síria, e das manifestações na Europa em crise, as sociedades democráticas começam a perceber que tudo tem um limite. E um preço! Na Espanha, o governo elaborou projeto em que regulamenta manifestações, para que sigam os princípios da ordem e do respeito. A maioria dos atos, em todo o mundo, descambou para o vandalismo, depredações e prejuízos. Agora, na Espanha, poderão ser aplicadas multas que variam de três mil a mais de um milhão de reais. E alguns locais, como aeroportos, são proibidas para tais manifestações. Na Grécia, o povo, cansado de tanta perturbação, acabou apoiando a ação policial. Portugal venceu um período crítico e todos os três, em crise, começam a se recuperar e a ser reconhecidos.
Operadores de turismo para a Copa de 2014 não escondem que as preocupações do mercado internacional, além dos preços abusivos, são as manifestações. E os tapumes que cobrem os bancos da Rio Branco, no Rio, e da Paulista, em São Paulo, são provas inequívocas de que a qualquer momento a baderna pode voltar. O Brasil precisa avaliar a necessidade de um regime de respeito, sem o que não pode existir uma democracia séria. E nos casos das invasões do MST, das interrupções de estradas, das greves nos serviços públicos, a omissão de autoridades tem sido lamentável. E tudo começou com a passividade pusilânime do Congresso, depredado, invadido, inclusive no plenário, sem reação alguma. A Justiça tem se prestado a atos que estão acima do razoável, desrespeitando o povo, como ao soltar o marginal que agrediu uma autoridade municipal. O crime deveria ser, e de fato o é, inafiançável. Temos um pitt-bull solto nas ruas. O ministro do STF Luiz Fux colocou o dedo na ferida, com coragem e independência: a greve no serviço público foi um ato demagógico na Constituição.
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Jornalista