Por bferreira

Rio - Nós que somos empreendedores, micro e pequenos empresários de fato, notamos diariamente que as leis às quais nos submetem podem ser feitas por pessoas técnicas mas que não entendem a realidade do segmento e com certeza nunca empreenderam na vida. Existem coisas que realmente não consigo entender. Por que tratar os iguais com desigualdade, afinal, a Constituição Federal não nos garante isso? Por que profissionais como administradores, analistas de sistemas, médicos, engenheiros, psicólogos, arquitetos, advogados etc não podem ser inscritos no Simples?

A criação do Simples foi com o objetivo de realmente simplificar a vida do micro e pequeno empresários. Ótima iniciativa, mas como algo pode ser simples, quando se tem 57 formas diferentes de cálculo? A variação dos percentuais nas tabelas em função do faturamento complica o que deveria ser supersimples e não é. Tanto que qualquer pequeno empresário se perguntado quanto paga de imposto não saberá a resposta. Outro efeito colateral desse problema é a nova lei da transparência fiscal que obriga ao pequeno e médio empresário colocar nas notas fiscais o valor dos impostos incidentes sobre a venda que está sendo feita. Como fazer isso se não sabemos de antemão qual o valor do imposto a ser pago?

Para mim, é simples a solução. Por que não fazer apenas uma tabela como é no cálculo do imposto sobre o Lucro Presumido que tem percentuais fixos? Bastaria que houvesse apenas um percentual fixo e principalmente baixo para cálculo. Assim o micro e pequeno empresários na hora de precificar seu produto teriam a segurança de saber o quanto pagarão de imposto permitindo reduzir seus preços finais. Todos sairiam ganhando, nós, o consumidor e até mesmo o governo. Isso reduziria a complexidade do sistema, os preços dos produtos e serviços e pressionaria menos a inflação. Supersimples, não é?

Administrador e empresário

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