Por bferreira

Rio - ‘A psicologia das massas e análise do eu’, escrito em 1921 por Sigmund Freud, pode ser ponto de referência teórica para entender os discursos do deputado Anthony Garotinho que hipnotizam seu eleitorado (18%), em sondagens de intenções de voto no Estado do Rio. Na obra, Freud discorre sobre formas como líderes manipulam massas de indivíduos com palavras mágicas que contagiam plateias, levando-os à devoção e à obediência cega de um mundo de ilusões e de fantasias.

Na arte da comunicação, Garotinho, diante do microfone do rádio, encanta rebanhos e desconstrói discursos dos adversários no embate político. Nas eleições estaduais de 1998, no debate da ‘Band’, encurralou o ex-prefeito Cesar Maia, impiedosamente. É um ator profissional da política interpretando sua própria peça.

No seminário no Rio, sobre finanças, royalties e Educação, promovido pelo DIA e pela FGV, Garotinho surpreendeu a plateia ao afirmar que os indicadores do ensino básico de Campos (Ideb) eram baixos em decorrências das alianças do PT com os governos que antecederam o de Rosinha Garotinho. Ironizou o senador Lindbergh Farias (PT), que, ao abordar tema, disse: “Os indicadores do ensino de Campos são desastrosos, pois Campos recebe o maior volume de recursos dos royalties”. “Os baixos investimentos na educação — aluno e professor — não têm explicação”, concluiu o petista.

Revidando ao ataque do senador, Garotinho declarou guerra cerrada aos pré-candidatos. Com 21% de intenções de voto no Datafolha e a publicação dos dados da Educação do governo de Cabral (OCDE), Freud explica a retórica do radialista.

Economista e analista político

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