Por tamyres.matos

Rio - Como acontece no fim de ano, operações de combate à imprudência e à violência no trânsito estão sendo deflagradas em todo o país. Num período de festas, Natal e Réveillon, propício a comemorações regadas a bebidas alcoólicas, as prometidas blitzes em rodovias federais, estaduais e pelas ruas da cidade são bem-vindas. Mas poderiam acontecer o ano inteiro num país que ostenta o horroroso título de campeão de vítimas fatais da selvageria sobre quatro ou duas rodas.

Todos os esforços para reduzir essa hecatombe nacional, seja através de campanhas educativas, maior rigor na legislação ou por repressão, são válidos. É inaceitável que, apesar dos avanços e da criação da Lei Seca, o país continue a ostentar alarmante taxa de 22,5 mortes por 100 mil habitantes, uma das piores do planeta.

Para se ter ideia do tamanho da tragédia, levantamentos de organizações não-governamentais mostram que, no Brasil, morreram 127 pessoas por dia no ano passado. Entre 1980 e novembro de 2012, foram registrados 1.019.639 óbitos no trânsito. São números de uma guerra. Uma guerra a ser combatida dia a dia.

Por ser o estado que mais se empenha no cumprimento da lei que coíbe bebida alcoólica e direção, o Rio e a população vêm colhendo bons resultados com a redução de acidentes provocados por motoristas embriagados. E não acontece à toa. Desde 2009, a Operação Lei Seca já abordou 1.351.886 motoristas e multou 257.958, e 102.347 condutores tiveram a carteira de habilitação recolhida. E quantas vidas foram poupadas, graças a essas operações?

O que se espera é que o exemplo do Rio replique em outros estados. É passo importante para que o país cumpra a meta acordada com as Nações Unidas, de reduzir em 50% o número de mortes ao volante. É preciso dar um basta a irresponsabilidade na direção que leva à perda de milhares de vida e que transforma festas em tragédias de famílias.

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