Por tamyres.matos

Rio - A festa do Révellion é comemorada em todas as culturas no mundo. O nome vem do verbo francês réveiller, que significa ‘despertar’. Quando há vinte anos, ainda como presidente da Flama, (Associação de Moradores e Amigos do Flamengo) resolvi promover uma reunião com comerciantes locais, para realizarmos uma festa da virada no maior parque urbano do mundo, que é do Flamengo, não poderíamos imaginar as potencialidades que nós estávamos liberando.
Aqui no Rio, esta festa teve sua origem em uma manifestação popular e religiosa.

Os adeptos dos cultos afro-brasileiros iam para a orla da cidade colocar suas oferendas e praticar seus rituais nesta data. Por ser uma cerimônia muito bonita e embalada por música e dança, muitas pessoas, inclusive turistas, iam assistir. Na década de 80 esse número começou a crescer e a queima de fogos, que antes era patrocinada pelos hotéis e restaurantes, passou a ser promovida pelo poder público, notadamente a prefeitura através da Riotur.

Mas foi em 92 que a prefeitura resolveu dar um colorido especial à festa que já contava com cerca de um milhão de pessoas. Contratou Jorge Benjor e Tim Maia para o show logo depois da virada. Um sucesso que foi sendo repetido com um público cada vez maior.

No Flamengo também ocorre fenômeno semelhante, em 97, pela primeira vez, a prefeitura patrocinou os músicos — e um dos grandes incentivadores era o saudoso Eduardo Tapajós, dono do Hotel Glória. O do Flamengo foi ficando conhecido como uma opção familiar e organizado com muita segurança. Já em outubro e novembro, fui procurada por moradores e comerciantes do local me cobrando a realização da festa.

Muitas pessoas que não vão a Copacabana pelo enorme contingente preferem ficar no Parque do Flamengo e assistir aos fogos, que este ano terão vinte minutos de duração e serão lançados de cinco balsas ao longo do mar da Praia do Flamengo. Um Feliz ano novo para todos os cariocas e que nossas festas reinem em paz.

Leila do Flamengo é vereadora pelo PMDB

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