Editorial: Mobilidade urbana não permite tropeços

Preocupa a informação de que a licitação do BRT Transbrasil, um dos corredores vitais para a melhoria da mobilidade urbana no Rio, está suspensa pela Justiça

Por O Dia

Rio - Preocupa a informação de que a licitação do BRT Transbrasil, um dos corredores vitais para a melhoria da mobilidade urbana no Rio, está suspensa pela Justiça. Como O DIA mostrou na edição de ontem, um dos consórcios que disputam a seleção alegou que a data da concorrência pública foi antecipada, o que fere os ritos básicos de qualquer processo licitatório. A prefeitura afirmou que acatará a decisão. O episódio, porém, acrescenta mais uma insegurança ao projeto, que já conta com incômodas indefinições.

Não se sabe, por exemplo, qual o custo total da obra. Desconhecem-se alguns detalhes de trechos da construção, e até hoje há dúvidas em relação ao traçado da via — o ponto exato do Centro onde o corredor expresso desembocará ainda é uma incógnita. São lacunas enormes num projeto que já devia ter sido tocado há muito tempo.

O cenário causa mais apreensão se forem considerados os problemas no BRT Transoeste. O DIA mostrou, semana passada, que o asfalto da via segregada está repleto de remendos. A pista, com um ano e meio, sofre com quantidade absurda de buracos, mesmo tendo sido projetada para ônibus.

É preciso entender que as falhas do Transoeste e as indefinições do Transbrasil empacam a mobilidade urbana do Rio, cujo transporte de massa é insuficiente, circulando em vias abarrotadas.

O BRT e o BRS são as melhores soluções dentro do possível. A população conta com o empenho das autoridades para que saiam do papel logo e sem defeitos.

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