Por nara.boechat

Rio - É desejo da Prefeitura do Rio, dentro do pacote de grandes transformações por que passa o Centro, que o carioca use mais a bicicleta nos seus deslocamentos. Os antecedentes ajudam no plano: hoje, há 320 quilômetros de ciclovias, e o sistema Bike Rio conta com 60 estações e 600 bicicletas. O programa de aluguel será expandido para o Centro, com 24 estações. Até dezembro serão 260 pontos, com 2.600 ‘magrelas’ disponíveis na cidade. Além disso, o município está implantando 3 km de rotas cicloviárias no Centro. Uma delas interligará o MAM, ponto final de extensa via que vai até a Avenida Niemeyer, à Carioca. Também será possível pedalar até a Praça 15.

O uso desse meio de transporte é maciço na Zona Oeste, onde se veem centenas de bicicletas amarradas à grade de passarelas e próximo a estações de trem. No Centro, contudo, a falta de locais para guardá-las e o trânsito caótico eram um entrave. Os carros, no entanto, estão sendo lentamente retirados da região, o que vai abrir um precioso espaço. A Avenida Rio Branco, por exemplo, será fechada nos próximos dias para carros de passeio, como forma de absorver o tráfego de ônibus desviados da já interditada Perimetral e das demais vias do Porto. A intenção é transformar a Rio Branco num bulevar.

Não se pode incentivar o uso frequente da bicicleta, porém, sem que se resolva a questão da segurança pública. Esta semana, por exemplo, choveram relatos de assaltos no Aterro do Flamengo, há pouco tempo uma área convidativa e plural, hoje um antro de criminosos que impõe sério risco de ataque nas primeiras horas após o anoitecer e sobretudo nas madrugadas. O êxodo de bandidos da Lapa para os bairros vizinhos circundados pelo Aterro está claro. O que não se compreende é por que se demora tanto a conter essa migração e prover tranquilidade a quem se dispõe a circular por lá. São ajustes necessários para que o Rio vire uma cidade cada vez mais sustentável e livre de veículos. De nada adiantam 450 km de ciclovias até 2016 se não houver suporte do Estado.

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