Por bferreira

Rio - Vai começar 2014! Segunda-feira vem aí, com todos os perrengues e chatices do período que vai do Carnaval ao Réveillon. Sei que tem muita gente desanimada com a temporada anual que está para começar, mas, neste ano de Copa do Mundo, este tempo nem vai ser tão lento assim. Faltam menos de cem dias para o campeonato mundial de futebol. E, depois desta folia que acabou de acabar, nem precisamos mais da frase “imagina na Copa”. Não precisa mais imaginar.

No Carnaval já deu para constatar que vai ser uma tormenta para quem precisar trabalhar, viver e se locomover durante o grande evento. Feliz de quem puder viajar para um lugar limpo, civilizado, de trânsito organizado, onde táxis não desaparecem, metrôs funcionam, ônibus existem, e os garis limpam. Para os pobres mortais, a Copa do Brasil virá como as outras pela televisão. Não foi assim até hoje? Vai dizer que você não se divertiu, não torceu, não gritou, não gostou? Claro que ir ao estádio é sempre uma emoção maior, mas nem adianta se iludir. Assim como o Carnaval da Sapucaí, a Copa não é para todos. O ingresso custa caro, requer uma logística igualmente cara e exige paciência e disposição. Descobri que existe um aparelho de televisão que tem uma tecla especial: a tecla futebol, que promete cor mais forte no gramado e aumento do volume da torcida.

Se funciona de verdade não sei, mas sei que juntar os amigos, decorar a rua, preparar os petiscos para a festa pode ser divertido e sempre é. Tente se consolar e se conformar porque não ir ao estádio talvez seja o menor dos problemas que você terá. Voltando ao Carnaval, não dá para não reclamar do fedor das ruas, do xixi espalhado por todo lado, do banheiro a céu aberto que a cidade se tornou e do lixo absurdo espalhado pelos quatro cantos e que ameaça a saúde pública.

Antes da folia não tinha um tal de Lixo Zero, de multas pra quem joga lixo no chão? Cadê? E cadê o tal do direito de ir e vir de quem mora no roteiro dos blocos? Para os foliões, os blocos valeram muito. Para quem viu o desfile de longe valeu prestar atenção nas rainhas de bateria para constatar que a soberana continua sendo Viviane Araújo. Valeu pelos comentários pertinentes de Milton Cunha que sabe das escolas de samba tanto quanto Rubens Ewald sabe de cinema e do Oscar. Valeu conhecer o chileno da Grande Rio, valeu pelas lindas baianas, belas em todas as escolas. Valeu a comissão de frente da Mangueira, a recuperação da Mocidade, a delícia da Ilha do Governador e a emocionante homenagem da Imperatriz ao querido Zico. Valeu, Tijuca, templo do samba e do Carnaval!

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