Por bferreira

Rio - Não há justificativa que explique o vácuo de policiamento na Central, a julgar a selvageria imposta por trombadinhas e menores infratores. Sobram desculpas, faltam ações. A imprensa mundial vem mostrando há um ano — e foi O DIA quem primeiro dedicou série de reportagens especiais ao caso — a total falência do patrulhamento, a despeito de a sede da poderosa Secretaria de Segurança ficar rigorosamente em frente à área mais vulnerável.

Pessoas de bem têm a certeza de que estão entregues à própria sorte, e o máximo que podem fazer é andar apressadamente e não ostentar nada que pareça ter valor. Do contrário, serão atacadas. E os ladrões não se intimidam nem com a presença da imprensa, como escancararam ontem na reportagem no ‘RJTV’. Bastava um mínimo de planejamento para um trecho tão pequeno.

O Estado se atém à desculpa rasteira de que o grosso dos roubos é praticado por menores de idade, o que em tese limita suas ações. É muito cômodo para o governo empurrar uma responsabilidade sua, o policiamento de rua, para um grave problema social. Cabe ao governador Pezão e ao secretário Beltrame traçar estratégia, firmar parcerias e empreender medidas para que a população não fique eternamente condenada a sentir tanto medo e tanta vergonha.

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