Por bferreira

Rio - Noves fora as bravatas do dirigente italiano do COI sobre o ofensivo e suspeito “Plano B” para os Jogos de 2016, é justa a apreensão do Comitê com vistas às obras da Olimpíada do Rio. E o ponto nevrálgico é Deodoro, sede de 11 modalidades, onde o atraso é inegável e preocupante. Enfim soltou-se o edital, com croquis e projeções invariavelmente belíssimos. Parte-se agora para a execução do projeto, orçado em pouco mais de R$ 800 milhões.

Sabendo-se da má-fama dos brasileiros em construções, logo surgem desconfianças como atrasos, estouro no orçamento e acabamento ruim — basta ver a Arena Corinthians, ‘inaugurada’ esta semana, mas longe de estar tecnicamente pronta a tempo da Copa. Em vez de antever problemas e resmungar, a sociedade deveria agir proativamente, cobrando eficiência em Deodoro.

Parece haver um prazer sádico em bater palma para fracassos antes mesmo de acontecerem, como se zombaria e autodepreciação mitigassem fiascos. A postura deve ser outra, e a questão de Deodoro pode ser um divisor de águas nesta reta final para as Olimpíadas. A prefeitura e o comitê local têm em mãos oportunidade de ouro de mostrar serviço e entregar a obra a tempo, sem aditivos mal explicados ou gambiarras. Então, mãos à obra.

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