Editorial: A ‘hora e a vez’ de Niterói

A ex-capital fluminense sofre com a incapacidade dos governantes em resolver a questão da segurança de seus cidadãos

Por O Dia

Rio - Não bastassem os transtornos causados com os engarrafamentos homéricos de trânsito que há décadas afligem os moradores de Niterói por falta de obras de infraestrutura para melhorar a mobilidade urbana — não se constroem viadutos, vias expressas e mais túneis, além da ausência de metrô e trem —, a ex-capital fluminense sofre com a incapacidade dos governantes em resolver a questão da segurança de seus cidadãos. Enquanto os problemas estruturais se avolumam e a violência apavora os moradores, a pecha publicitária de cidade campeã em qualidade de vida, há algum tempo, só serve mesmo para atrair mais e mais construtoras e inflar a especulação imobiliária, que transforma o metro quadrado da região em um dos mais caros da América Latina.

Para tratar do assunto segurança, na terça-feira, em uma reunião de emergência, sentaram à mesma mesa na sede da prefeitura da cidade governador, prefeito e secretário de Segurança. Mais promessas de maior efetivo no patrulhamento ostensivo foram feitas. E elas acontecem no calor das manifestações incendiárias do último fim de semana, orquestradas por traficantes, na Zona Norte, e da crescente onda de assaltos a pedestres que aterrorizam, principalmente, moradores da Zona Sul da cidade. Resta saber até quando a promessa de mais policiamento nas ruas sairá do papel, como outras formalizadas no passado e que não se efetivaram.

É bom lembrar que Niterói, por sua proximidade com a capital, além de polo estratégico na economia do estado, também é região importante na recepção a turistas da Copa, daqui a mais de um mês, e das Olimpíadas, em 2016. A cidade, como o Rio, também merece investimentos de grande vulto da esfera federal que a tornem atrativa ao setor produtivo e à população e visitantes, verdadeiramente, um lugar melhor de se viver, com menos engarrafamentos e mais segurança.

Últimas de _legado_Opinião