Por thiago.antunes
Publicado 25/04/2014 01:57

Rio - No momento em que se planejam ações para conter a violência em Niterói — tema discutido ontem neste espaço —, a cidade foi varrida por boatos que espalharam o medo e fecharam lojas e universidades. As mentiras chegaram ao cúmulo de afirmar que o Exército ocuparia o Morro do Cavalão, em Icaraí, o que levaria a uma reação brutal do tráfico. É ingênuo interpretar o que houve ontem apenas como uma brincadeira de mau gosto.

Boataria é uma das armas mais utilizadas quando interesses são contrariados ou quando há motivações escusas. A mentirada é largamente espalhada, por exemplo, para enfraquecer as UPPs. Impossível também descartar impulsos políticos na gênese das versões falsas. Em ano eleitoral, e com um perigoso recrudescimento das ações criminosas no Grande Rio — componentes que se inter-relacionam, aliás —, boatos podem fazer estragos, como ontem em Niterói.

A polícia fez sua parte, desmentindo cada ponto dessa alucinação, mas de nada adianta se a população se oferece como fio condutor do caos. É preciso discernimento para não atrapalhar o combate à violência.

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