Por thiago.antunes

Rio - Às vésperas da Copa, novo ato de barbárie em estádios envergonha o país e macula ainda mais a imagem do Brasil. A morte de um torcedor do Sport, atingido por uma privada atirada por rivais do Santa Cruz, na saída de jogo no Arrudão, no Recife — em que pese toda a bestialidade do caso —, é mais um crime alimentado pela impunidade, como salientou o próprio ministro dos Esportes, Aldo Rebelo. Um suspeito foi preso ontem e apontou dois comparsas. É muito pouco. Um caso estúpido como este merecia prisão em flagrante.

A violêcia envolvendo torcedores tem repressão mínima. Não só no Brasil, faça-se justiça, pois Itália e Grécia registraram barbaridades nas últimas rodadas. Há uma incompreensível leniência das autoridades, que demoram em identificar baderneiros e bani-los dos estádios e em dividir responsabilidades — quem possibilitou a realização da partida não pode se eximir da culpa.

Atirar privadas, rojões ou pedaços de pau em torcedores não é menos grave que xingá-los de macaco ou lhes jogar bananas. Agora que o mundo dá sinais de tolerância zero com racistas — com punições exemplares —, é hora de fechar o cerco a brigões e a assassinos. O esporte não merece violência.

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