Por thiago.antunes

Rio - Levantamento do Rio Como Vamos traz boa notícia para os cariocas: a incidência de casos de dengue caiu de modo expressivo do ano passado para cá, como mostrou ontem o ‘Informe do DIA’. Ao menos no primeiro trimestre, a redução foi de 97% em comparação ao período de janeiro a março de 2013. Todos os bairros do município registraram queda, e apenas dois — Alemão e Jacarezinho — obtiveram índices inferiores a 90%. Trata-se de uma surpreendente calmaria numa cidade que repetidas vezes sofreu com o Aedes aegypti.

Os números sugerem euforia, mas a doença é traiçoeira, atacando em ciclos. Ora surge cepa nova de vírus, ora adoecem parcelas da população desprotegidas. Foi assim em 2012, quando o Tipo 1, que tantas vítimas fez em 1990, atacou os mais jovens, causando epidemia. A trégua de agora se mostra ainda mais frágil se for considerado o Levantamento Rápido do Índice de Infestação, que neste momento põe a capital — e mais 39 municípios do estado — em alerta.

A dengue é um problema que desafia a todos. E não é só uma questão de saúde pública, mas também de educação, comunicação e mobilização. As ações para combatê-la não podem ser restritas aos governos, que não raro ficam aquém do que de fato deveriam fazer. Neste momento de casos praticamente zerados, é prudente não cantar vitória e jamais baixar a guarda. O desleixo fará com que o mosquito da dengue volte a se disseminar, condição básica para que novo surto ocorra. A boa notícia da queda nos casos deve, sim, servir de incentivo para que o bom trabalho de prevenção continua.

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