Por bferreira

Rio - Está prevista para amanhã greve nacional de policiais, e no Rio os civis prometem cruzar os braços por equiparação salarial e melhores condições de trabalho. A proximidade da Copa é o pretexto perfeito para cobrar melhorias. No caso dos homens da lei, o Mundial significará ainda mais trabalho. Natural que busquem reconhecimento, mas é imprescindível que o façam com civilidade. As cenas da paralisação da PM em Pernambuco, semana passada, ainda estão bem vivas na memória do brasileiro e sintetizam irrepreensivelmente o que não se deve causar num movimento reivindicatório.

A irresponsabilidade dos policiais pernambucanos fez emergir onda de barbárie e anarquia que jogou os cidadãos do estado num medo incontrolável — e sugere dois deveres nesta paralisação de amanhã: respeitar uma operação mínima, com efetivos trabalhando e atendendo — como já sinalizou a Polícia Civil fluminense — , e propor uma pauta exequível.

No todo do movimento, exigir hipoteticamente mil por cento de aumento é impossível, mas se a cifra fosse inegociável, perigaria não só agentes da lei, mas quaisquer trabalhadores, embarcarem numa jornada de caos sem volta. E perdem todos, sobretudo o povo. É hora de lutar por valorização e contra injustiças, sim, mas pensando no bem comum e na segurança do país.

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