Por bferreira

Rio - Apenas um terço das verbas destinadas à contenção de encostas da Região Serrana após a tragédia das chuvas de 2011 foi efetivamente empregado, revela hoje O DIA. A conta, do Ministério Público Federal, abre importante debate sobre o combate à malversação dos recursos públicos e sobre prioridades nos gastos. Zelo no manejo do Erário é vital, mas é pertinente questionar por que se demora tanto — já são três anos e meio — para executar obras. Algumas, ansiadas por muitos cidadãos, que esperam desde o dilúvio recuperar a dignidade.

O Governo do Estado autorizou perto de meio bilhão às intervenções para dar mais segurança a quem habita morros. Só R$ 150 milhões já foram gastos. Quando se observam as moradias populares, verifica-se atraso ainda maior. Apenas uma a cada dez unidades prometidas foi entregue.

Em seis meses volta a estação das chuvas, o que traz mais apreensão a quem espera melhorias. O caso de desvio de verbas — em setembro, a Justiça Federal condenou um ex-prefeito de Friburgo por improbidade — enseja cuidados, mas não é humano impor uma longa e burocrática espera pela normalidade.

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