Editorial: Rever a segurança em época de protestos

O protesto dos ativistas contrários à Copa na saída da Seleção para a Granja Comary, em Teresópolis, é legítimo. Mas deve acender um alerta nas autoridades que farão a segurança dos jogadores brasileiros e de todas as delegações

Por O Dia

Rio - O protesto dos ativistas contrários à Copa na saída da Seleção para a Granja Comary, em Teresópolis, é legítimo. Mas deve acender um alerta nas autoridades que farão a segurança dos jogadores brasileiros e de todas as delegações que já chegam para o Mundial, pois foi possível furar o cordão de isolamento. O ato dos professores em greve foi pacífico, como todos devem ser, mas houvesse no grupo algum mais exaltado ou um infiltrado com o claro intuito de destruir — como observado em tantas outras manifestações —, no lugar de adesivos poderia ter pedras ou rojões. E alguém, claro, poderia ter sido atingido.

Existem na sociedade pessoas que vociferam “Não vai ter Copa”, e há dentre eles quem arquitete planos para inviabilizar o Mundial. Instaurar o caos na competição não parece ser medida inteligente, por mais justas que sejam as reclamações sobre o ‘legado’ do Mundial.

Empreender greves no período dos jogos é aceitável — e houve movimentos na África do Sul, só para citar a Copa mais recente. É uma oportunidade de jogar mais luz sobre as reivindicações corporativas. Os professores de ontem souberam mostrar sua insatisfação e se disseram a favor dos jogadores, aos quais pediram apoio. Mas é preciso rever os procedimentos de segurança para evitar que baderneiros prejudiquem o evento e a sociedade.

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