Por felipe.martins

Rio - Muito se discute sobre tecnologias na sala de aula, inovações nos métodos de ensino e inclusão — temas de fato caros no debate acerca da escola ideal. Mas a Educação brasileira ainda apresenta uma vergonhosa defasagem em sua infraestrutura mais básica, como constata o Censo do próprio MEC, com dados colhidos nas diferentes redes. Ainda há colégios sem luz no país, e contam-se 60 mil unidades sem rede de água encanada. Ratificam-se as diferenças entre as escolas públicas e privadas.

O censo escolar escrutinou 190 mil centros de ensino, onde estudam 50 milhões de crianças e adolescentes. Mais da metade das unidades pertence às redes municipais, e um quarto é particular. É no âmbito das prefeituras que se observam os atrasos mais gritantes: 44% não têm água encanada, quase 10% não possui energia elétrica, e apenas 30% estão ligadas a sistema de esgoto.

É o professor o maior responsável pela educação de alguém, mas condições físicas mínimas garantem conforto e bem-estar. Mais: água encanada e saneamento básico têm impacto direto na merenda. Ligações de energia adequadas asseguram a instalação de equipamentos que auxiliem no aprendizado. Mas ter luz não significa, necessariamente, contar com tais reforços.

Das 190 mil escolas, são minoria as que possuem laboratórios de informática ou de ciências, quadra de esporte e biblioteca. Somente um quarto está adaptado a portadores de deficiência. É preciso avançar muito, a começar pela estrutura física, para ter bases decentes para buscar melhorias reais na Educação brasileira.

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