Simão Sessim: Sob clima do medo

É enorme a nossa apreensão diante do estado de insegurança que está levando ao desespero a população da Baixada, em especial os moradores de Nilópolis

Por O Dia

Rio - É enorme a nossa apreensão diante do estado de insegurança que está levando ao desespero a população da Baixada, em especial os moradores de Nilópolis. A cidade está sendo invadida e ocupada por criminosos. Chegam em bandos, armados até os dentes, procedentes de favelas da capital e de municípios vizinhos.

Estão atacando a qualquer hora do dia e da noite, sem que se registre resposta eficaz do aparelho da Segurança Pública, embora a cidade disponha de uma Delegacia de Polícia e dois Destacamentos de Policiamento Ostensivos, os DPOs; um deles no limite do município com o bairro carioca de Anchieta, e o outro, em Nova Cidade, além de contar também com uma Central de Monitoramento, recentemente inaugurada.

Os índices de criminalidade na região estão chegando a um patamar jamais visto. Há poucos dias, cerca de 50 pessoas que se divertiam, à noite, em um bar, na esquina da Rua São Mateus, no bairro Nova Cidade, protagonizaram cenas de desespero. Os clientes foram surpreendidos por homens pilotando motocicletas, todos fortemente armados. A sensação de insegurança que impera hoje na cidade acabou provocando pânico generalizado e correria desenfreada de adultos, jovens, crianças e idosos, todos temendo o pior.

Com a fuga de criminosos de favelas supostamente pacificadas na capital fluminense, a maioria das cidades da Baixada se transformou refém do medo, do desespero, do pavor das pessoas de sair às ruas.
Virou cena comum avistar homens percorrendo as ruas em motos, exibindo acessórios mortais, como pistolas nas mãos e fuzis atravessados no peito.

A ousadia dos bandidos não tem mais limites. Há notícias de churrascarias invadidas por bandos de homens armados, promovendo arrastões, subtraindo também dinheiro e bens materiais de clientes.

Numa cidade como Nilópolis, onde as pessoas tinham o hábito de ocupar calçadas, trocando dedo de prosa até altas horas da noite, a sensação de insegurança está, agora, quase que segregando famílias inteiras dentro de casa. Amedrontadas, elas estão instalado câmeras, cercas energizadas, grades e o que mais for possível, em busca de proteção à integridade física e patrimonial. Farmácias, bares e padarias passaram também a arriar as portas bem mais cedo que o habitual, diante do medo de assalto.

Como deputado e cidadão, espero que as autoridades responsáveis pelo aparelho da Segurança Pública do meu estado tomem medidas eficazes para frear a onda absurda e inaceitável de violência que tanto atormenta os moradores da Baixada.

Simão Sessim é deputado federal pelo PP

Últimas de _legado_Opinião