Editorial: Não basta dar mais dinheiro à Educação

Quando se anuncia aumento de recursos para a Educação, é preciso um debate nacional sobre a forma como serão usados

Por O Dia

Rio - A aprovação, como parte do Plano Nacional de Educação (PNE), da obrigação de destinar, anualmente, valor equivalente a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a Educação foi saudada com entusiasmo por vários segmentos da sociedade. Mas é preciso mais moderação antes de comemorar, pois já está mais que provado que não basta apenas destinar mais dinheiro para melhorar o nível e, principalmente, democratizar o acesso ao ensino de qualidade.

Ao longo de décadas, vimos o aumento dos recursos para a Educação ser acompanhado de queda da qualidade do aprendizado, evidenciado em provas internacionais nas quais o desempenho dos estudantes brasileiros tem sido pífio. Da mesma forma, a crescente tendência em investir em equipamentos, como computadores, lousas eletrônicas e outros, não mostra a eficiência propalada.

Por isso, quando se anuncia aumento de recursos para a Educação, é preciso um debate nacional sobre a forma como eles serão usados. E parece claro que o grande desafio é transformar as escolas públicas em escolas de verdade. E os primeiros passos devem ser a adoção do turno integral e a qualificação e valorização dos professores, a base de qualquer sistema de ensino eficiente.

Isso é mais evidente no Ensino Fundamental, no qual professor é um alicerce. Só com educadores preparados, estimulados e satisfeitos com seu trabalho podemos pensar em Educação de qualidade. Da mesma forma, só com ensino integral poderemos garantir aos estudantes a formação que eles precisam. É uma lição simples, que as mellhores escolas do mundo ensinam há muito tempo.

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