Editorial: Dois padrões e duas medidas no Maracanã

O decantado ‘padrão Fifa’, supostamente exigido pela entidade na organização da Copa do Mundo, apresentou falhas gritantes na estreia do Maracanã no Mundial

Por O Dia

Rio - O decantado ‘padrão Fifa’, supostamente exigido pela entidade na organização da Copa do Mundo, apresentou falhas gritantes na estreia do Maracanã no Mundial. Como O DIA mostra hoje, houve problemas sobretudo na alimentação, com falta d’água em bebedouros e nos banheiros, além de brigas nas áreas internas do estádio e acesso precário, com escadas bambas.

Cumpre dizer que o Maracanã foi ‘fechado’ e entregue à Fifa semanas antes do início da competição. Com as chaves do complexo em mãos, a entidade suíça praticamente fincou sua bandeira no gramado, teoricamente para garantir que nada prejudicasse seu padrão.

Mas as falhas no primeiro jogo no Rio são injustificáveis. Bastavam cálculos rudimentares e um mínimo de logística para garantir comida à vontade, o que seria o básico. Quanto à água, é impensável a Fifa não ter tido tempo de checar ligações ou contar com plano de contingência — o que, aliás, foi e é exaustivamente cobrado das cidades-sede nos últimos meses.

A imensa maioria vai às partidas pagando — caro — por ingressos e refeições. Como a Fifa proíbe o torcedor de levar praticamente tudo, inclusive comida, é obrigação garantir um serviço decente e condizente com o que é cobrado.

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