Por adriano.araujo

Rio - Faz bem a qualquer república ser pluripartidarista. Um Estado Democrático de Direito assegura a livre expressão e o embate de ideias, e quanto mais rico for o debate, com as mais variadas linhas de pensamento político, melhor para a construção do país. No papel, o Brasil poderia se orgulhar de sua representação partidária: há hoje no Tribunal Superior Eleitoral 32 legendas registradas e aptas a disputar as eleições. O gigantismo deste sistema, no entanto, está longe de significar qualidade e pluralidade nas discussões. O que se viu nas pajelanças do Rio de Janeiro nas últimas semanas infelizmente tem força para pulverizar convicções e para afastar ainda mais a sociedade da vida política.

É preciso um infográfico do tamanho desta página para entender as ‘alianças’ formadas no estado, a maioria em total dissonância com o que se acertou no nível federal. A denominação de “bacanal” ao que se passa na política fluminense é chula, mas é verdadeira. Depreende-se, das associações improváveis e da absurda falta de coerência, mais uma luta por interesses pessoais e para angariar poder do que um engajamento sincero em benefício da população.

E o pluripartidarismo, em tese algo positivo, no Brasil acaba virando uma superlotação de grupos e grupelhos que se unem e se separam ao sabor das conveniências, das promessas e do compadrio.

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