Por bferreira
Publicado 06/07/2014 00:23

Rio - O Brasil ainda está no clamor da Copa do Mundo, que tem o poder quase bíblico de parar megalópoles quando a Seleção está em jogo. Falta uma semana para a competição acabar, depois do que espera-se que o país volte ao trabalho. No Congresso Nacional, porém, dificilmente as atividades serão retomadas no ritmo do primeiro semestre. Por conta das eleições, a Câmara dos Deputados terá apenas quatro dias para apreciação de propostas. E a Secretaria-Geral da Casa considera esse expediente um “esforço concentrado”. Senadores não ficarão muito atrás, trabalhando uma semana por mês até outubro.

É justo reconhecer que a campanha demanda tempo e energia dos candidatos — que necessariamente precisam visitar mais suas bases e cumprir série de compromissos. No entanto, não é razoável privar o Legislativo de tantas sessões deliberativas, como se os trabalhos nas duas casas estivessem em dia e como se o país não tivesse demandas há anos tramitando.

Os candidatos deveriam valorizar mais o trabalho em plenário nesta época, mas parece sobressair a política do corpo a corpo, que em casos extremos descamba para o assistencialismo e até a compra de votos. É o caso de repensar o modo de fazer política e de entender as prioridades do país.

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