Por bferreira
Publicado 12/07/2014 01:53

Rio - Chamar o Felipão de burro é uma injustiça. O bicho tem um QI que excede até o de alguns bípedes, como o treinador (risos). Correto seria chamá-lo de anta, a quintessência da estupidez. Quando desenhava HQ, criamos, Ivan Lessa e eu, um personagem, a anta de tênis. Tão idiota que só sabia dizer “Sou uma anta, tenho dois pares de tênis”. Felipão, ao contrário da minha, que é inofensiva, é uma anta arrogante. A Felipanta, capaz de dizer, na entrevista coletiva, que faria tudo de novo. Tudo quer dizer: nos expor, aos olhos do mundo inteiro, à maior humilhação que sofremos desde que Cabral pisou na praia onde os alemães treinaram para massacrar nossa Seleção, digo, selecinha. Nos ferramos na Copa por vários motivos: o Fuleco, a marcha fúnebre “Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amooor”. Não teve samba na abertura. Parecia um espetáculo criado por um Walt Disney senil. Botaram Olodum para acompanhar Claudia Leitte, numa versão alucinada dos musicais americanos dos anos 50. Só faltou Carmen Miranda com o Bando da Lua. Brazil com Z, como está escrito no ônibus da Seleção.

Frase de um jogador alemão, tão precisa quanto os passes da sua equipe: a seleção do Brasil não joga o futebol brasileiro. O time da Costa Rica, deu no jornal, custa meio Neymar. Mas meio jogador deles tem mais brio que todos os nossos. Os americanos descobriram o futebol. E aprenderam a jogar. Com o poder dos seus dólares e sua obstinação, serão fortíssimos candidatos à Copa de 2018. E mais: com o apoio da Fifa, vão mudar o esporte. O futebol vai se transformar em futerrúgbi.

Quem manda no Brasil durante a Copa é a Fifa. E só vai devolver o governo para Dilma na festa de encerramento, com direito à maior vaia da história. Nunca saberemos de onde veio tanto poder, mesmo depois de desmascarada a cumplicidade com o bando que controlava a venda de ingressos. O impossível aconteceu: eu torcer pela Argentina (para a final não ser europeia).

***

E agora, Josés? O remédio é tocar um tango argentino, como versejava Manuel Bandeira.

Você pode gostar

Publicidade

Últimas notícias