Por felipe.martins
Publicado 12/07/2014 23:46 | Atualizado 12/07/2014 23:48

Rio - Perder é ruim, não é verdade? Seja lá o que for! A derrota nos traz uma sensação de frustração e de vazio. Algumas vezes até de incompetência, mesmo quando nem somos responsáveis pelos acontecimentos. O desânimo se abate sobre a gente e fica até pesado saber como seguir ou recomeçar após essa experiência. Mas é preciso ir em frente, e saber enxergar e reconhecer o que há de positivo na situação.

Apaixonado como sou por futebol, não poderia deixar de aproveitar a ocasião do término da Copa do Mundo para refletir, junto com você, sobre o que ficou de bom em nossas memórias, apesar de, infelizmente, a seleção brasileira perder a oportunidade de conquistar a tão sonhada taça e, assim, o hexa.

O que você viveu nos dias de jogos do Brasil? Você se reuniu com a família e/ou os amigos para torcer pela vitória? Tiraram várias fotos, partilharam lanches gostosos, bebidas, houve quem contasse histórias e quem desse muita gargalhada entre vocês? Isso foi o melhor da Copa! O seu melhor! O meu melhor! E sabe por quê? Porque cada um daqueles momentos foi, do jeitinho que aconteceu, irrepetível, único e inesquecível!

É verdade que alguns tiveram a oportunidade de assistir a pelo menos um jogo em algum estádio. E também é real que muita gente se decepcionou com o jogo da semifinal, em Belo Horizonte. Mas deixar que a rica experiência de vivenciar o que é uma Copa do Mundo morra nisso é muito desagradável.

O esporte é um motivador de relacionamentos e tem a força de congregar povos. Ele é e sempre foi mais do que apenas vitórias e derrotas. Talvez sua maior virtude seja o estímulo que proporciona à vida, com os benefícios do que ela tem de melhor: a saúde, o bem-estar, o companheirismo, as trocas positivas e revigorantes. E notar tudo isso é mais do que um consolo para quem contava com o primeiro lugar no Mundial. É fazer dos fatos um aprendizado para a vida.

Na verdade, nossa trajetória é feita em conjunto e precisa de esforço, garra e companheirismo, como num time. E o nosso tempo cronológico não difere muito dos 90 minutos. Temos problemas para driblar, precisamos tomar cuidado para não cometer faltas, nos esforçamos para marcar pontos... Há prorrogação, jogadas de cara para o gol. E a meta de todo mundo é a vitória. Só que a vitória no campo e na vida dependem de fé.

“A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê” (Hb 11,1)
Quero ter fé no meu posicionamento no grande campo que é a vida. Não posso desanimar diante de algumas faltas. Preciso aprender a driblar os problemas e a jogar pro alto, nas mãos de Deus, as dificuldades. Pois, neste jogo do dia a dia, não há espaço para o individualismo, já que cada lance da partida é único, especial e irrepetível. Pensar assim faz a vida valer a pena, como valem as belas partidas de futebol. E você, aceita fazer parte da torcida que é movida pela fé? Então, “tamu” junto!

Padre Omar  é o Reitor do Santuário do Cristo Redentor do Corcovado. Faça perguntas ao Padre Omar pelo e-mail padreomar@padreomar.com. Acesse também www.padreomar.com e www.facebook.com/padreomarraposo

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